Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sob a liderança do Presidente João Lourenço, reúnem-se, sexta-feira, para definir políticas e estratégias sustentáveis com vista à prevenção e à erradicação da cólera até 2030.
A informação foi avançada, ontem, no final da reunião virtual extraordinária do Conselho de Ministros da SADC, que abordou a pandemia da cólera vigente em alguns Estados-membros da organização regional.
No discurso de abertura, Téte António disse que as contribuições e acções colhidas na sessão extraordinária vão auxiliar os Chefes de Estado na tomada de decisões sobre as políticas a serem implementadas para responder a este desafio.
O governante angolano apontou a circulação de pessoas, bens e serviços, através das fronteiras, como um ambiente que propicia a fácil propagação da cólera, afectando não apenas um país, mas toda a região da África Austral.
Diante do surto de cólera, que vitimou mortalmente, até agora, mais de 1.600 pessoas, sobretudo no Malawi e na Zâmbia, o chefe da diplomacia angolana e presidente do Conselho de Ministros da SADC defendeu um mecanismo coordenado de resposta regional. "Nenhum país pode combater sozinho uma doença como a cólera, que não respeita fronteiras”, disse.
Na reunião "virtual” de ontem, Téte António frisou que os ministros procuraram uma acção colectiva, abrangente e coordenada para prevenir e controlar a cólera, baseada em evidências dos peritos da Saúde, que vêm discutindo, de forma exaustiva, as medidas para prevenir e conter a doença.
"Enquanto região, demonstrámos profunda resiliência e garra colectiva perante outros desafios de saúde, como o VIH/Sida e a Covid-19. Graças aos esforços regionais, registámos avanços assinaláveis para prevenir e atenuar os impactos devastadores destas pandemias sanitárias”, sublinhou o governante angolano.

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